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» » » Acesso do Altos orgulha não só sua torcida, mas todo o Piauí, carente de alegrias no futebol


A frase mais esperada no livro do Altos foi escrita neste inesquecível 10 de janeiro de 2021: acesso à Série C do Brasileiro. 

Na quinta tentativa, depois de quatro frustrações, o Alviverde enfim conseguiu subir de divisão e deixou a escura, angustiante Série D. A conquista do Time da Terra da Manga não orgulha apenas a cidade que carrega o RG do clube, mas todo um Piauí carente de felicidade no futebol ainda capenga no estado, longe de bons resultados e pequenino comparado a outros centros. 

Mesmo você, torcedor de outra agremiação que esteja lendo aqui, hoje é um dia para festejar a glória do Altos, reverenciar pela conquista e o futebol para frente que encantou. 

Graças ao Altos, o Piauí volta à Série C cinco anos depois – é a possibilidade de crescimento de um futebol desvalorizado que ganhou um respiro. Agora, tenta-se mais uma vez ficar em uma zona com um pouco de luz e, para quem é ousado, imaginar algo maior, uma Série B. 

Em 2016, o River-PI jogou a Terceirona após o acesso com o vice-campeonato da Série D de 2015. O Galo, rebaixado na temporada seguinte, refez o caminho da glória e retornou ao fundo do poço, a Série D. A alegria, lamentavelmente, durou meses. Hoje, a torcida do Altos volta a ter esse prazer. 

O mesmo fundo do poço foi agora deixado pelo Altos. A subida à Série C é uma resposta para aqueles que sempre duvidaram – e não foram poucos – e transformaram em chacota o Jacaré. Desde 2016, o Alviverde buscou na Série D o acesso. Parou duas vezes nas oitavas de final, caiu uma vez na segunda fase, já no mata-mata, e acumulou em 2019 o fracasso de nem sequer passar da fase de grupos. 

O Altos sempre acreditou, nunca desistiu e logo em um 2020 atribulado, de raros momentos de sorrisos por conta da pandemia de Covid-19, alcançou a meta. Foi um jogo de paciência nos últimos anos, superando temporada por temporada o sentimento do quase [o pior que existe no futebol]. Se antes houve choro por eliminações, hoje há lágrimas também, mas não são amargas. São doces. 

No ano em que o torcedor não pôde estar com o time no estádio, por causa da Covid-19, o Altos deu a maior alegria que esse torcedor vai contar para todas as gerações. Quem não resistiu ficar em casa, deu um jeito de ver com os próprios olhos o espetacular 5 a 1 sobre o Marcílio Dias. Pegou a escada, subiu no muro, no poste ou na árvore. 

E o jogo contra o Marcílio Dias foi a prova dos 9 do potencial desse Altos incrível, envolvente. 

A goleada por 5 a 1, com gols de Klenisson, Juninho Arcanjo, dois de Betinho e um toque de classe de Gean coroou a campanha do acesso. Não poderia ter sido diferente. Em 20 jogos, 13 vitórias, três empates e quatro derrotas – 70% de aproveitamento, 40 gols marcados. Campanha absurda, estilo de jogo que ganhou elogios por onde passou. Uma máquina. 

O Altos deste acesso lembra muito ao River-PI de 2015. São situações exitosas em campo que podem servir de exemplos aos demais clubes – podem copiar, sem medo. 

Ambos tiveram o mesmo técnico e comissão desde a concepção do projeto (Fernando Tonet e Flávio Araújo), com profissionais que tiveram a maestria de formar propostas de jogo. Enquanto o Altos foi sempre um time agressivo, de intensidade; o River-PI de cinco anos atrás era equilibrado e objetivo/cirúrgico quando se buscava o ataque. 

O mérito também foi de se fechar um time que ficou na boca do torcedor. A escalação do Altos sempre teve Marcelo; Ferrari, Reinaldo Lobo, Rafael Araújo e Tiaguinho; Dos Santos, Ray e Juninho Arcanjo; Manoel, Klenisson e Betinho. E não só os titulares. 

O grupo contou com Xilú, Gean, Netinho, Lucas do Carmo, Alex Mineiro, Jabá, Guilherme, Fábio – além de quem deixou o time no meio do caminho, casos de Max e Leandro Amorim. 

Agora que o acesso veio, o momento é de comemorar, assim como planejar o 2021 na Série C para não despencar da montanha novamente. Quem sobe o cume, deve sentir o gosto da brisa no rosto, mas também há um trabalho enorme pela frente. 

Que essa conquista do Altos, que passa a carregar o futebol do Piauí, possa ainda render. Antes de tudo, claro, agora é pensar no título. Semifinal é contra o excelente Mirassol de Eduardo Baptista. Ida lá em São Paulo, volta no Felipão. Dois duelos que valerão a pena assistir. 

Obrigado, Altos.


Fotos: Renan Morais eSamila Milhomem/FFP 

Por Josiel Martins — Teresina/Globoesporte

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